Nesta quarta-feira, 7, o relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), das Organizações das Nações Unidas (ONU), mostrou que o estoque de urânio do Irã enriquecido a até 60%, que é próximo do grau de armas, cresceu a quantidade suficiente para uma bomba nuclear.
Caso ultrapasse esse limite, será um marco no acordo nuclear de 2015, que foi concebido entre o Irã e as outras potências mundiais, o qual limitou a pureza que permitia o Irã enriquecer urânio em 3,67%, quantidade consideravelmente abaixo dos 20% antes do acordo e dos aproximadamente 90%, que é o grau de armas.
Ainda sob o governo de Donald Trump, Washington, a capital dos Estados Unidos, saiu do acordo e reimpôs as sanções contra o Irã, que antes haviam sido retiradas do tratado, com isso, o país violou as restrições nucleares de acordo.
O relatório mostra que o hexafluoreto de urânio, gás que as centrífugas enriquecem, além de enriquecido em 60%, cresceu em 12,5 kg em relação ao trismestre anterior, chegando a marca de 55,6k kg.
O diplomata do Irã, disse que levaria cerca de três a quatro semanas para que o país produzisse material o suficiente para uma bomba, caso quisesse. Ainda acrescentou que a AIEA levaria de dois a três dias para detectar um movimento nesse sentido O Irã nega que tenha essa motivação.
Os Estados Unidos e o Irã negociam indiretamente, mas tiveram pouco progresso no sentido de retomar o acordo, o qual levaria a desligar as muitas centrífugas avançadas que o Irã está usando, já que o acordo permite enriquecer apenas o urânio com centrífugas IR-1 de primeira geração.
Caso o acordo seja reativado, o estoque de urânio, enriquecido em vários níveis, seria reduzido em cerca de quatro toneladas, voltando ao limite de 202,8 kg, que foi acordado antes.
