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Eleições deste ano impactam diretamente na análise do Orçamento de 2023

Apesar de estar no Congresso Nacional para análise por parte da Comissão Mista de Orçamento (CMO), na qual atuam deputados federais e senadores, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023 (PLOA 2023) só vai começar a ganhar corpo realmente após as eleições de outubro.

Um dos aspectos mais polêmicos da proposição está na verba destinada a emendas parlamentares e de bancada e a emendas de relator – estas compõem o agrupamento de recursos que ficou conhecido como orçamento secreto: são 19,4 bilhões para cada um dos grupos.

O PLOA foi enviado pelo Ministério da Economia, representando todo o Governo Federal, na quarta-feira, 31, último dia do prazo. A tramitação, por ser ano de pleito geral, depende da composição do Congresso Nacional na próxima legislatura e do resultado final do nome que vai presidir o Brasil a partir de janeiro do ano que vem.

A CMO, que anualmente recebe uma nova composição, é presidida atualmente pelo Deputado Cabo Sabino (PSDB-PA) e tem relatoria-geral do senador Marcelo Castro (MDB-PI). Estão na comissão também 16 relatores setoriais, que atuarão na análise de verbas para setores públicos, como educação, saúde e infraestrutura. Veja os pontos alocados no PL 14436/2022.

*Auxílio Brasil: o projeto traz um auxílio no valor de R$ 405. O secretário especial de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Conalgo, disse que fontes de recursos serão procuradas, após as eleições, para manter o valor do benefício em R$ 600 no ano de 2023.

*Salário mínimo: previsão de aumento do salário mínimo, que sairá de R$ 1.212 para R$ 1.302, porém o valor correto ainda depende da variação final da inflação de 2022 e do projeto de lei que ainda será enviado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). É a quarta vez seguida que a indicação fica abaixo do ganho real dos brasileiros.

*Reajustes salariais dos servidores públicos dos três poderes: previsão de gastos de R$ 14,2 bilhões para pagamentos de reajustes salariais. Para o Poder Executivo, serão R$ 11,6 bilhões, o suficiente para um reajuste linear de 4,8% a partir de janeiro.

*Déficit primário: valor de R$ 63,7 bilhões está dentro da meta (R$ 65,9 bilhões negativos) da atual LDO 2023. Em percentuais do Produto Interno Bruto (PIB), é o menor desde 2014, último ano em que o governo apresentou um superávit.

*PIB: previsto, para 2023, o crescimento de 2,5%

*Inflação: prevista num valor de 4,5% para o próximo ano.

*Incentivos tributários e outras desonerações: valor previsto de R$ 80,2 bilhões, como no caso da manutenção dos impostos reduzidos sobre combustíveis, por exemplo.

*Taxa básica de juros (Selic): previsão de 12,5% para 2023.

*Dólar: valor da moeda americana para o próximo ano ficou previsto em R$ 5,12.

*Preço médio do petróleo: previsão de US$ 93,9, que daria R$ 480,76, segundo a conversão com o valor previsto do dólar.

*Concursos públicos: previstos R$ 5,8 bilhões para os concursos, sendo 32.500 vagas no Executivo e 17.300 envolvendo Legislativo e Judiciário.

*Transferências constitucionais para estados e municípios: R$ 452 bilhões destinados de um total de R$ 2,25 trilhões, originários de impostos.

*Número de servidores do Poder Executivo: total de 569.217 pessoas, em queda desde 2017, atingiu a mesma marca do ano de 2009, diminuindo a quantidade do valor gasto com pessoal, de 4,3% do PIB para 3,5%, o que o secretário chamou de “Reforma Administrativa silenciosa.”

*Gastos com pessoal: R$ 367 bilhões previstos.

*Benefícios previdenciários: pevistos R$ 859,94 bilhões.

*Despesas obrigatórias gerais: previsão de R$ 294 bilhões.

*Despesas obrigatórias com o controle do Poder Executivo: previsão de R$ 247 bilhões.

*Orçamento total: R$ 5 trilhões. Porém, mais da metade é utilizado para custear a dívida pública, num valor de 2,5 trilhões, causando um crescimento no ano de 2023. Saindo de 78% do PIB para 79%. A expectativa é de que a dívida pública só comece a cair efetivamente no ano de 2025.

*Regra de ouro orçamentária: R$ 89,2 bilhões do valor total do Orçamento dependem de uma autorização especial do Congresso para serem executados, pois esse é o valor que fere a “regra de ouro orçamentária”, que proíbe que o país se endivide para pagar despesas cotidianas, como folha salarial, programas sociais e manutenção de órgãos públicos, o que ocorre desde 2019 e necessita de autorização do
Congresso para solução.

*Pagamento de precatórios; emendas de relator; emendas individuais e de bancadas estaduais: R$ 19,4 bilhões. cada.

*Investimentos na área da Saúde: R$ 162 bilhões.

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