Rose Serafim
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Nesta quinta-feira, 11, o Brasil assistiu a diversos atos em defesa do sistema democrático brasileiro em diversos estados. Na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (SP), juristas, empresários e movimentos sociais acompanharam a leitura pública da“Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito”.
Todavia, Capitão Wagner (União Brasil), candidato ao Governo do Ceará e líder nas intenções de votos no Estado, afirma que ainda não sabe do que se trata o documento ou os atos registrados no dia. “Eu vi muito pouco pela rede social, até porque minha agenda tá muito apertada. Ontem, até numa entrevista me perguntaram de um documento, que está sendo discutido. Eu acho que teve algum movimento de rua, mas eu confesso que por conta das atividades de campanha eu não tive tempo de ver nem os movimentos, nem o próprio documento que algumas pessoas estão assinando”, justificou o candidato.
Wagner informou que vai procurar se informar do teor do documento e, a depender disso, poderá assiná-lo. “Se for realmente algo para democracia sem tendência ideológica, sem tendência partidária, eu acho que não tem problema nenhum”, afirmou ao OPINIÃO CE, ontem à noite, pouco antes de chegar ao Sindicato dos Médicos, em Fortaleza. O tema esteve presente em todas as redes sociais.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou os atos pelo Twitter. Na conta pessoal, o governante disse que houve “um ato muito importante em prol do Brasil e de grande relevância para o povo brasileiro” e, em seguida, anunciou a redução do preço do óleo diesel.
O documento foi criado dias após Bolsonaro ter realizado encontro com embaixadores para levantar falsas acusações contra as urnas eletrônicas. Capitão Wagner também falou sobre a decisão da prefeita de Canindé, Rozário Ximenes (União Brasil), de apoiar Elmano de Freitas, candidato ao governo estadual pelo PT.
Wagner, que está à frente do União, no Ceará, disse que a posição tomada pela gestora foi de infidelidade partidária, mas que não vai começar um “caça às bruxas” agora. Segundo o candidato, o assunto será conversado com tranquilidade no período pós-eleição, mas ele acredita que a tendência é de que ela deixe o partido antes disso.
“A tendência é de que ela possa realmente migrar de partido. Eu nem entendi porque ela não migrou ainda, né? A nossa entrada já tinha uma previsão de que ela deveria sair do partido. Não saiu, né? Declarou apoio a outra candidatura, mas também não tem motivo pra eu brigar ou perseguir a prefeita”, respondeu.
O deputado federal afirmou ver com muita “tranquilidade” a debandada de prefeitos para a campanha petista, principalmente de gestores eleitos pelo PDT. “Até porque, do nosso lado, a gente não tinha expectativa de de prefeitura. Quem tava brigando por essas estruturas já era o PDT e o PT. Eu tô muito tranquilo. As adesões da nossa candidatura crescem a cada dia. Hoje mesmo eu conversei com dois prefeitos que devem anunciar muito em breve apoio a nossa candidatura”, apontou Wagner.
Wagner esteve em Brasília na quarta-feira e disse, em sabatina ao UOL/Folha de SP, que ia conversar com lideranças do partido para definir se os diretórios estaduais seriam obrigados a apoiar a candidatura da senadora Soraya Thronicke à Presidência.
Questionado se houve essa definição, o candidato disse que o partido ainda vai entrar em consenso. Por hora, ele prefere não apoiar nenhuma candidatura nacional específica, já que a coligação comporta mais de um presidenciável. Contudo, para o segundo turno, o candidato explica: “ a gente deve tá com quem teve conosco no primeiro. Não faz sentido, dentre os presidenciáveis do nosso arco de aliança estar conosco e no segundo turno apoiar outro, não tem o menor sentido”.
A aliança de Wagner é formada, além do União Brasil, pelo PL, sigla pela qual o presidente Jair Bolsonaro concorre à reeleição. Além dele, Roberto Jefferson lançou candidatura pelo PTB e Pablo Marçal está em definição se segue disputando o Palácio do Planalto pelo PROS. Podemos, Avante e Republicanos também compõem aliança com Capitão Wagner.
