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Com projeto de lei, Izolda segue à frente de ações da Vice-Governadoria

Tida como decisão “excepcional”, mudança será possível após matéria ter sido aprovada na última semana, na Assembleia Legislativa. Regra fica válida até final do exercício deste ano

Rodrigo Rodrigues
rodrigo.rodrigues@opiniaoce.com.br

Projetos vão migrar para gabinete do Palácio da Abolição, sede do Governo do Estado (Foto: Natinho Rodrigues)

Governadora do Estado e pré-candidata nas eleições de outubro deste ano à reeleição pelo PDT, Izolda Cela conquistou um triunfo importante, na última semana, na Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE).

Por meio de um projeto de lei (PL) do Poder Executivo, os deputados estaduais aprovaram, no último dia 12, a proposta que dispõe sobre o modelo de gestão do Governo do Estado e altera a estrutura da administração estadual.

A norma, considerada pela gestão como “excepcional”, possibilita que as atividades da Vice-Governadoria, antes liderada por Izolda Cela, fiquem vinculadas à Governadoria, o que garante a continuidade dos projetos, serviços e ações tendo à frente a pedetista.

Conforme a matéria aprovada na Casa e prevista para ser sancionada pelo Executivo nos próximos dias, segundo assessoria do Palácio da Abolição, a regra fica válida até o final do exercício de 2022. As principais ações que seguem com Izolda estão na área de segurança pública, principal motor usado pela oposição para criticar o bloco governista.

Entre as iniciativas de impacto está o Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência (PreVio), expansão do Pacto por um Ceará Pacífico e que conta com investimento de R$ 350 milhões. Lançado neste ano e considerado um marco na política de segurança, o programa visa a impactar mais de 100 mil jovens, mulheres, famílias e grupos LGBTQI+ das dez cidades cearenses mais populosas.

Também fazem parte projetos como o Programa de Oportunidades e Cidadania (POC); além da condução de Núcleos de Mediação Escolar no interior do Estado. “[A governadora] será assessorada pela Casa Civil e se faz necessária a tramitação em regime de urgência para que não haja qualquer tipo de atraso de gestão dessas políticas públicas tão caras para a sociedade, principalmente no combate à violência e para a juventude do nosso Estado”, destacou o líder do Governo na Casa, deputado Júlio César Filho (PT), em fala na tribuna. “É uma matéria simples, porém, importante.”

MEDIDA EXCEPCIONAL
Segundo o texto da matéria, a medida trata-se de um elemento “excepcional” pela própria conjuntura do momento. Izolda Cela assumiu o cargo do ex-governador Camilo Santana (PT) no último dia 2. Antes do petista, que é pré-candidato ao Senado Federal também este ano, o mesmo só havia ocorrido há duas décadas, em 2002, com o então governador e hoje senador Tasso Jereissati (PSDB).

Na ocasião, o tucano renunciou ao cargo para concorrer a uma cadeira na Casa, disputa que venceu em outubro daquele ano. Assumiu a vaga o então vice-governador Benedito Clayton Veras, conhecido como Beni Veras. A decisão deste ano, defendida pelos deputados da base governista na ALCE, que fazem uma força-tarefa para continuar apoiando Izolda nos moldes do que acontecia com Camilo Santana, deve fortalecer o nome da pedetista.

Um dos últimos passos do petista enquanto governador objetivou garantir essa continuidade. Ao fim da janela partidária, no último dia 1º, se filiaram ao PT nomes considerados mais “camilistas” que ‘petistas’, conforme adiantou o OPINIÃO CE, em edição anterior.

Entre os quadros estão líder e vice-líder do Governo na Casa, Júlio César Filho (ex-Cidadania) e Augusta Brito (ex-PCdoB), respectivamente; e Nizo Costa, ex-filiado ao PSB. Com isso, o PT ficou com a segunda maior bancada da Assembleia.

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