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Por tempo indeterminado, servidores do BC entrarão em greve no dia 1º de abril

Banco Central do Brasil em Fortaleza

Por decisão aprovada em assembleia ontem (28), os servidores do Banco Central entrarão em greve por tempo indeterminado a partir dessa sexta-feira, 1º de abril. A decisão contou com o apoio de mais de 90% dos 1.300 servidores da ativa que participaram da deliberação. A categoria do Banco Central, que também tem sede em Fortaleza, pede cerca de 26% de reajuste salarial.

No início deste ano, os servidores do órgão vinham trabalhando em esquema de operação-padrão, com as equipes trabalhando mais lentamente, e atrasando a divulgação de indicadores. Desde o último dia 17, a categoria vinha fazendo paralisações diárias das 14h às 18h.

A mobilização dos servidores do BC tem provocado uma série de atrasos na rotina da autoridade monetária, especialmente na divulgação de indicadores. A divulgação de eventos e de informes para a imprensa também tem atrasado. A mudança de calendário dos saques dos valores a receber só foi informada durante o fim de semana.
No último sábado (26), membros das entidades representativas dos servidores do BC se reuniram com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, mas sem avanço nas pautas reivindicadas.

Em dezembro do ano passado, após o presidente Bolsonaro fazer aceno de reajuste aos agentes de segurança, servidores da Receita Federal e do Banco Central ampliaram a ofensiva para que também fossem contemplados com aumento salarial. O governo de Jair prometeu aumento para policiais federais, rodoviários federais e agentes penitenciários. A verba disponível no Orçamento para elevar a remuneração dos servidores é de R$ 1,7 bilhão.

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