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Nome do PDT às Eleições 2022 se dará por “fatores externos”

Declaração que se relaciona ao candidato ao Abolição foi feita por Cid Gomes durante encontro regional do partido no fim de semana

Rodrigo Rodrigues
rodrigo.rodrigues@opiniaoce.com.br

Encontro ocorreu em Paracuru, no último sábado, 12 (Foto: Reprodução/Facebook)

A definição do nome do PDT para concorrer ao Governo do Estado em outubro próximo depende atualmente, sobretudo, de fatores externos ao partido. A declaração foi feita ao OPINIÃO CE pelo senador e principal liderança da sigla no Ceará, Cid Gomes (PDT), durante encontro regional do partido realizado em Paracuru, município localizado a 90 km de Fortaleza, no sábado, 12.

No encontro, estavam presentes os quatro pré-candidatos pedestista ao Palácio da Aboliação: a vice-governadora Izolda Cela, que ocupará a vaga deixada por Camilo Santana (PT) em abril próximo; o ex-prefeito Roberto Cláudio; o deputado federal e ex-secretário de Estado Mauro Filho; e o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE), deputado Evandro Leitão. A reportagem esteve presente no encontro e acompanhou falas de lideranças estaduais e locais. Questionado sobre a importância da recepção do público aos pré-candidatos, Cid destacou que o partido trabalha em conjunto.

“Procuro evitar que a gente faça do encontro um momento de divisão interna. Trabalhamos em conjunto. Cada um deles [pré-candidatos] compreende a importância de estarmos juntos. Essa definição [candidato ao Governo] se dará muito mais por fatores externos ao PDT do que fatores internos do partido. Todos estão conscientes que cumprem uma tarefa e é o conjunto da aliança e a liderança do governador Camilo, principalmente, que serão os fatores decisivos para definir o candidato.”

A afirmação do pedetista mantém alinhamento com fala do ex-presidente Lula (PT) a uma rádio do Cariri, em fevereiro ultimo, destacando que o governador cearense tem autonomia na escolha de seu candidato a sucessor. No atual cenário, um nome do PDT é visto como “natural” para ocupar a vaga para concorrer à Eleições 2022.

Outros partidos que compõem o bloco governista brigam por espaço na chapa majoritária e pesarão na decisão de escolha do candidato. O PSD, por exemplo, terceiro em número de prefeitos no Estado, briga pela posição de candidato a vice do futuro governador ou governadora. Uma ala do PT, por sua vez, ainda defende candidatura própria. O direcionamento geral, no entanto, é manter a parceria com o PDT.

O deputado estadual e ex-secretário das Cidades, Zezinho Albuquerque (PDT), que é sondado no PP, conforme apurou o OPINIÃO CE, também já colocou seu nomes à disposição para concorrer ao Governo do Estado. As definições devem caminhar de forma mais clara nos próximos dias, quando se aproxima o fim da janela partidária, no início de abril.

O PDT tem a maior força política em número de prefeitos e na Assembleia e bancada cearense na Câmara Federal. Conforme Cid, o objetivo da sigla nas eleições de outubro é manter a base, mas expandir onde for possível. “Temos seis deputados federais, de 22, e não temos planos de aumentar demais. A nossa meta é manter esse mesmo número de federais. Para a Assembleia [Legislativa], fizemos 13 nas eleições passadas, mas se fosse apliacada na eleição passada a regra dessa eleição futura, que é não ter coligação, o PDT tinha feito 15. Então, vamos trabalhar nessa meta de 15 deputados estaduais”, explicou à reportagem.

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