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Capital teve este ano aumento de casos de chikungunya

Casos de dengue sofreu queda nos seus índices, enquanto número da chikungunya aumentou. Índice de zika permaneceu em zero

David Mota
ESPECIAL PARA OPINIÃO CE
david.mota@opiniace.com.br

Números foram apresentados nesta quinta, 3 (Foto: Divulgação)

Nos dois primeiros meses de 2022, Fortaleza registrou um número menor de casos, no total, de arboviroses. Porém, na amostragem somente de chikungunya, o aumento foi de mais de 56%. A zika e a dengue tiveram registros inferiores em relação ao ano anterior.

Se tratando dos casos confirmados, a tendência seguiu a mesma. A dengue sofreu queda nos seus índices, enquanto o número da chikungunya aumentou. O índice de zika permaneceu em zero.

A zika, a mais rara entre as três arboviroses, registrou quatro casos esse ano, dez a menos que o ano passado. Porém, nenhum foi confirmado. Já a dengue, notificou 20% a menos, mas em casos confirmados, a queda foi de cerca de 70%. Já a chikungunya, única em alta, também repetiu o aumento em números confirmados, subiu de 20 para 26.

O resultado de amostras para detecção de anticorpos IgM sinalizou uma positividade de 18,1% em janeiro e 32,6% em fevereiro. Os bairros mais afetados com surtos foram Cidade dos Funcionários, Jardim das Oliveiras, Luciano Cavalcante e adjacências.

Por mais que o número de óbitos permaneça zerado este ano, apenas um caso de morte por dengue está sob investigação, alertou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que divulgou, em coletiva realizada nesta quinta-feira, 3, pelo prefeito José Sarto, o Plano Municipal de Enfrentamento às Arboviroses.

Entre as principais ações do plano, se destacam o acréscimo de 18 viaturas usadas pelos agentes e a garantia de bombas costais, inseticidas e larvicidas. Além do aumento da capacitação dos agentes comunitários de saúde, que somam mais de 3 mil, e os agentes de endemia. Mais de 100 postos estão preparados para o combate às doenças.

O trabalho entre vários setores também faz parte do projeto, que envolve a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), a Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Defesa Civil e Limpeza Pública, buscando recolher materiais que possam contribuir com a proliferação do mosquito. O trabalho educativo foi fortalecido, com mais de 40.000 ações sendo realizadas por ano, incluindo blitz, gincanas, palestras, peças teatrais e reuniões em associações, além das operações Quintal Limpo e Inverno.

A Operação Inverno 2022 começou ainda no passado, em dezembro, envolvendo mais de mil profissionais da vigilância ambiental de Fortaleza, atuando na prevenção e no controle de arboviroses. O Brasil enfrentou entre os anos de 2013 a 2019, uma grande crise no cenário epidemiológico da dengue, mais precisamente nos anos de 2013, 2015, 2016 e 2019. Porém, em Fortaleza, até 2021, não foi registrada nenhuma grande epidemia de doenças arboviroses.

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