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O que fazer com as salinas?

Confira a coluna de Elba Aquino deste fim de semana.

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O município de Icapuí é uma divisa importante no setor pesqueiro. Os municípios no seu entorno também. A monocultura marinha – sistema de exploração de braços de mar com especialização em um só produto – não cabe mais. É o caso das salinas.

Os gestares de vários municípios entre Icapuí, no Ceará, e Areia Branca, no Rio Grande do Norte, estudam saídas para resolver a poluição causada pela exploração do sal. Um negócio pouco rentável em Icapuí e muito rentável em Areia Branca.

As áreas de salina em Icapuí seriam bem mais rentáveis com a criação de peixes e camarão em cativeiro. A tradição impede, até agora, uma mudança. Os berços de sal se espalham criando uma crosta que vai se espalhando pelo solo, gerando áreas de água salobra com a infiltração na terra.

Mas como resolver? Será necessário um trabalho de convencimento, mostrando números da rentabilidade da carcinicultura e da pesca e comparando com a pouca rentabilidade da produção e comercialização do sal.

O município vizinho de Areia Branca é um grande produtor de sal. Vende toda produção para outros estados brasileiros e também exporta, mesmo com preço de mercado pouco atrativo. O negócio com o sal é de alto risco por conta da forte concorrência e da substancial queda do consumo. O sal é visto como prejudicial à saúde se consumido de forma desregrada e os médicos cada vez mais têm indicado a redução do seu consumo.

O tema produção de sal começa a ser em inserido na pauta ambiental. Pode levar tempo, mas, certamente, haverá mudança no negócio, no manejo, nos territórios. Será muito bom para os que optarem por explorar outras fontes de produção.

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