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Nova vacina amplia em 7 anos proteção contra o ‘cobreiro’ e gera imunidade de 97%

O novo imunizante, lançado nesta semana, pode beneficiar, também, pacientes imunocomprometidos.
Foto: Shutterstock

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Foi lançada nesta terça-feira, 21, em um evento científico com membros da companhia farmacêutica multinacional GSK em Fortaleza, uma nova vacina (Shingrix) com maior abrangência e proteção contra o Herpes-Zóster, doença conhecida popularmente como ‘cobreiro’. O imunizante promete gerar uma alta imunidade, de 97%, e estender a proteção contra a enfermidade de três para 10 anos. Vanuza Chagas, médica pediatra e diretora da Previne Vacinas, localizada na Capital, destaca a importância da disponibilidade do imunizante.

“A nova vacina vem para beneficiar, também, pacientes imunocomprometidos. A antiga vacina era indicada a partir dos 60 anos, podendo ser usada a partir dos 50, e contraindicada em pacientes imunocomprometidos. Já essa vacina pode ser usada a partir de 18 anos em pacientes imunocomprometidos ou em qualquer idade com indicação médica, além de em pacientes a partir de 50 anos saudáveis que tenham tido varicela (catapora). É uma vacina em duas doses, com intervalo de dois meses”, destaca a representante.

A vacina foi lançada no Brasil neste mês e já está disponível em clínicas particulares do País. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o imunizante em agosto de 2021 para a prevenção do herpes zoster em adultos com 50 anos ou mais e em adultos com 18 anos ou mais e com risco aumentado de contrair a doença. A estimativa é que cada aplicação custe, em média, R$ 84o na rede privada. Com esquema de duas doses, o custo total fica em torno de R$ 1.680. O valor, no entanto, pode variar a depender do estado.

Herpes-Zóster

A pediatra explica que o ‘cobreiro’ é causado por uma reativação do vírus da varicela (catapora), que fica adormecido nas pessoas que, quando crianças ou adolescentes, tiveram a doença. “Quando essas pessoas atingem mais de 50 anos ou em algum momento em que têm uma queda na imunidade, no caso de alguma depressão ou até mesmo após contrair a covid-19, vemos o aumento da incidência do cobreiro. O número de casos vem aumentando nos últimos anos e, durante esse período da pandemia, aumentou muito”. Ainda conforme a especialista, a enfermidade pode levar a danos sérios aos pacientes.

“É uma doença que se caracteriza por erupções cutâneas, por bolhas dolorosas, envolvendo terminações nervosas. A principal complicação é a chamada neuralgia pós-herpética, que se caracteriza por dor prolongada, intensa em alguns locais e que leva a muitas complicações, como depressão, limitação na qualidade de vida. O mais grave é que, às vezes, essas pessoas passam toda a vida com essa dor”. 

De acordo com a média, a doença pode incidir em qualquer idade, porém, pessoas com algum tipo de comprometimento de imunidade, com diabetes, doenças renais, asma, em tratamento de quimioterapia ou transplantados, por exemplo, têm maior predisposição ao cobreiro. Com o imunizante anterior, no entanto, o público tinha maior dificuldade de acesso. Porém, como a nova vacina é feita a partir de um vírus inativo, é possível a inclusão de pacientes imunossuprimidos no esquema vacinal, já que o vírus permanece adormecido.

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