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Fortaleza terá atividades voltadas ao Dia Nacional de Bike ao Trabalho

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Celebrada hoje, data tem como propósito inserir a população na dinâmica do trajeto urbano diário de bicicleta. Voluntário do Bike Anjo dá dicas de como aproveitar o dia em segurança

David Mota
ESPECIAL PARA OPINIÃO CE
david.mota@opiniaoce.com.br

Data é tradicional em todo Brasil e constitui incentivo a práticas ambientais (Fotos: Natinho Rodrigues)

O Dia Nacional de Bike ao Trabalho é tradicionalmente comemorado na segunda sexta-feira do mês de maio. Neste ano de 2022, a data caiu no dia 13. A celebração foi criada pela organização League of American Bicyclists, dos Estados Unidos, há 66 anos atrás.

No Brasil, a Organização Não Governamental (ONG) Bike Anjo adotou a ideia e a data é celebrada desde 2013. Em Fortaleza, a malha cicloviária corresponde a aproximadamente 410 km de infraestrutura, contando com ciclofaixas, ciclovias, ciclorrotas e passeios compartilhados.

De oito anos para cá, a malha aumentou em quase seis vezes, antigamente existiam apenas 68 km de extensão destinados exclusivamente aos ciclistas que transitam na Capital.

Em alusão a data, a Prefeitura irá promover ações para incentivar o uso de bicicletas e estimular o uso do modal nos tráfegos diários buscando a melhora da saúde e da sustentabilidade ambiental. Além disso, o passe do Bicicletar será gratuito.

As atividades se concentrarão em dois pontos: rua Maria Júlia com rua Oscar Araripe, no Bom Jardim, e no cruzamento da Avenida da Universidade com vv. Treze de Maio, no Benfica. A partir das 7 horas, haverá distribuição de plaquinhas de respeito ao ciclista, pequenos reparos nas bicicletas e café da manhã, em ambos os pontos. Já a partir das 12 horas, haverá uma ação educativa no cruzamento das avenidas Domingos Olímpio com Aguanambi.

A Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) irá atuar em parceria com a ONG Bike Anjo para disponibilizar orientadores no acompanhamento de pessoas que desejam ir pedalando ao trabalho. Os ciclistas serão acompanhados por orientadores da Gestão Cicloviária da Prefeitura Municipal de Fortaleza.

BENEFÍCIOS DE VIVER A PRÁTICA
O voluntário da Escola Bike Anjo (EBA) de Fortaleza, Eraldo Sá, incentiva os ciclistas que estão querendo se inserir neste mundo.

“Adotar a bike como modal de mobilidade urbana é possível, apesar de sermos uma cidade de clima quente, basta tentar se deslocar nos horários que o sol não está no pico. Nestes horários, se tem percebido o crescimento a cada ano de ciclistas em deslocamentos ao trabalho, faculdade, escola etc. A grande vantagem do uso da bike como modo de mobilidade urbana é que o ciclista não se prende nos engarrafamentos, assim, calculando o tempo de deslocamento em um trajeto, sempre terá por certo que esse será o tempo ‘gasto’ em todos os outros deslocamentos neste mesmo trajeto de deslocamento.”

Ainda segundo o voluntário, o ciclista, do mais novo ao mais experiente, precisa tomar alguns cuidados e passou algumas estratégias a serem adotadas.

“A principal é o ciclista, por ser uma parte vulnerável no trânsito, deve ter sempre uma atenção redobrada, conduzindo a bike sempre de forma defensiva, assim evita possíveis conflitos, se livrando de ‘acidentes’ causados por motoristas. Não há impedimento de andar nas ‘vias dos carros’, mas não havendo experiência se orienta sempre que possível, andar na ciclofaixa/via que é local exclusivo para ciclistas. Estando nesta, cuidado com possíveis buracos, boca de lobo, encobertos por água da chuva, cuidado com areia existente ao longo da ciclofaixa/via que costuma provocar quedas.”

O ciclista urbano também fala sobre a relação dos motoristas com os ciclistas e fez um apelo à gestão pública. “Quanto ao respeito, tem sido notado sensivelmente o aumento por parte de motoristas, uma vez que a oferta da malha cicloviária, as ciclofaixas de lazer, incentivando cada vez mais pessoas usarem a bike, muitos motoristas têm se enxergado como um ciclista ao avistar um no trânsito. Atenção com os motoristas nas manobras, entrando ou saindo, de estacionamentos, residências, estabelecimentos.”

Eraldo Sá acrescenta que o ideal é sempre, sendo possível, manter o contato visual com o motorista. “Nem sempre é possível por conta do uso de películas protetoras nos vidros dos carros. Uma outra estratégia, com o intuito de diminuir o tempo de pedal, seria se a gestão pública colaborasse com a permissão do embarque de bike no metrô/VLT. Há longos 6 anos aguardamos o término dos ‘estudos técnicos’ por parte dos responsáveis do Metrofor.”

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