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Amazônia, pra que te quero!

Coluna do professor Wagner Castro desta semana.

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Na semana passada, eu assisti pela tv, Theresa May, a ex-premiê do Reino Unido exigindo em alto e bom som, explicações e respostas de forma contundente ao primeiro ministro Boris Johnson sobre o desaparecimento do jornalista do The Guardian, Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira na Selva Amazônica. “Espero que o governo torne esse caso uma prioridade diplomática e que trabalhe para garantir que as autoridades brasileiras destinem todos os recursos necessários para desvendar a verdade e descobrir o que aconteceu com Dom e Bruno”. Observei pela mídia, manifestações de rua pelo mundo sobre o caso.

Por aqui, escuto o representante da terra brasilis, sair com essa: “Esse inglês era malvisto na região…resolveu fazer uma excursão”. E, em outro jornal envenenando a mídia que ele acusa de esquerda, disse: “Quando mataram a Dorothy Stang ninguém culpou o governo, era de esquerda”. Caramba, todos sabem que o abandono da Amazônia é uma questão histórica e diz respeito a todos os governos brasileiros, mas desdenhar de vidas humanas é inadmissível. A despeito das cobranças do assassinato de Dom e Bruno, a Política Federal declarou não ter infraestrutura, (barcos, lanchas, armas, helicóptero etc) para garantir a proteção da região. Pô, e que região!

Como já foi militar e se diz amante da pátria e, como as Forças Armadas sabem da gravidade, do desmando e do abandono da região – não teria sido mais lógico disponibilizar recursos tecnológicos para proteção do território do que ter feito o desmonte dos órgãos de proteção do lugar? Fiquei lembrando da minha infância, ali, na rua Lauro Maia. Na vila que morava, a minha casa era praticamente a única a possuir uma televisão. O meu pai admirador do conhecimento, nos chamava à sala para vermos os grandes acontecimentos da época, como: o voo espacial do Apollo 11 em 1969, o primeiro pousar na Lua e, nunca esqueci, do filme da Agência Nacional apresentado a inauguração Rodovia da Transamazônica.

Mas, a audição da canção, “Eu te amo meu Brasil” de Dom e Ravel impregnou a nação: “O céu do meu Brasil tem mais estrelas/O sol do meu país mais esplendor/A mão de Deus abençoou/Em terras brasileiras/Vou plantar amor/ Eu te amo meu Brasil, eu te amo/Meu coração é verde, amarelo, branco, azul, anil/Eu te amo meu Brasil/ Eu te amo/Ninguém segura a juventude do Brasil”. Pois é, parece que os governos nunca deram tanta importância à Amazônia. Outros, só a amam para saquear e se enriquecer a qualquer preço. Por onde anda mesmo a juventude do Brasil!?

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